terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Bolívia, Brasil e Peru preparam ações contra o tráfico

Chefe da Casa Civil boliviana afirmou que 27 toneladas de cocaína foram apreendidas em 2010

Os governos de Bolívia, Brasil e Peru preparam uma reunião para coordenar ações de combate ao narcotráfico, crime organizado, lavagem de dinheiro e reforçar a segurança nas suas fronteiras, informou hoje o chefe da Casa Civil da Bolívia, Sancha Llorenti. "Surgiu a iniciativa de realizar a reunião trilateral entre os ministros da Justiça do Brasil, do Interior do Peru e da Casa Civil da Bolívia para coordenar uma luta conjunta contra as atividades ilícitas" afirmou o ministro, segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI). A data da reunião ainda não foi marcada.

Llorenti afirma que a força policial antidrogas da Bolívia apreendeu neste ano 27 toneladas de cocaína, metade da qual foi produzida no Peru e tinha o Brasil como destino final. Habitualmente, os países trocam informações e coordenam ações em reuniões bilaterais, mas não é comum uma reunião tripartite. Segundo o ministro boliviano, uma reunião tripartite agora é necessária porque nos últimos tempos a Bolívia virou um corredor de passagem para a cocaína produzida no Peru e destinada ao Brasil.

"Por isso é importante que aconteça esse encontro trilateral, para coordenar ações contra o narcotráfico e melhorar a troca de informações entre as polícias que reprimem o tráfico de drogas nos três países", afirmou o ministro.

Na semana passada, as autoridades bolivianas redobraram o controle nas fronteiras com o Brasil, após a recente ofensiva armada brasileira contra narcotraficantes nas favelas do Rio de Janeiro. "Não se descarta que alguns desses delinquentes que tentem fugir dessa operação possam ir para outros países da região e esse é o caso da Bolívia", disse então o ministro da Defesa da Bolívia, Rubén Saavedra.

Segundo as autoridades bolivianas, o Brasil é o principal destino da cocaína boliviana e também da cocaína que ingressa na Bolívia vinda do Peru. Uma parte da droga é consumida no mercado brasileiro, mas a maior parte vai por mar até a África Ocidental, de onde é revendida à Europa. Outros mercados são Argentina, Chile e Paraguai. A polícia estima que apenas 1% da cocaína que é vendida nos Estados Unidos provém da Bolívia.

A força antidrogas boliviana deteve, em 2010, 3.054 pessoas pelo tráfico de cocaína, das quais mais de 300 são estrangeiros, entre peruanos, colombianos e brasileiros. Reportagens da imprensa indicaram há alguns meses que o Comando Vermelho, um dos maiores grupos do narcotráfico no Brasil, também operava na Bolívia, mas as autoridades locais negaram isso e disseram que as máfias bolivianas estão associadas a intermediários, que por sua vez operam com os grandes grupos do crime organizado. A Bolívia é o terceiro maior produtor de coca e cocaína no Hemisfério Ocidental, após a Colômbia e o Peru. As informações são da Associated Press. 

Brasil e Peru realizam campanha conjunta de promoção turística

Em esforço concentrado por Rota Amazônia-Andes-Pacífico, Acre e Mato Grosso se 
comprometem em lançar estratégia de divulgação turística binacional. Formatar um produto
 turístico ligando atrativos da Amazônia, do Pantanal matogrossense e da região andina (Peru
é o novo desafio dos estados doAcre e do Mato Grosso. O compromisso foi firmado mediante a assinatura de protocolo de cooperação na noite desta quinta-feira (21), na 76ª reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (FORNATUR), durante a Feira das Américas – Abav 2010.
Os secretários de Turismo Cassiano Oliveira (AC) e Vanice Marques (MT) celebraram com o 
Consulado do Brasil no Peru o compromisso de promover a integração entre ícones de turismo 
dos dois países. “As ligações aérea e terrestre já existem e ainda devem ser ampliadas. 
Queremos explorar esse intercâmbio turístico internacional”, explicou Vanice.
O novo plano de marketing e promoção integrada para o roteiro começa em novembro, com a realização de uma caravana de apresentação do Brasil no Peru. A ação também contribui para a construção de pacote turístico comum fentre os estados do Acre e Mato Grosso e para o desenvolvimento de projetos de apoio à comercialização de roteiros dessas regiões. 
Os secretários também querem implantar centros de informações e promoção turística 
da Rota Amazônia-Andes-Pacífico e viabilizar treinamento compartilhado entre profissionais 
do Brasil e do Peru.
Publicado em: 22 outubro, 2010  

Brasil e Peru buscam acordos para a época do defeso brasileiro

Durante o período, pescadores brasileiros invadem o lado peruano do rio Acre

Por: Diego SalomãoPublicado em: 11/2009
Durante o período de defeso, no qual a pesca estará proibida em território brasileiro, muitos pescadores daqui vão para o lado peruano da bacia do rio Acre. Para evitar conflitos, representantes de pescadores, ONGs e governos dos dois países reúnem-se nos dias 30 e 31 em Iñpari, no Peru, em busca de soluções.
A reunião está sendo liderada pelo Movimento Madre de Diós, Acre e Pando (MAP), que busca acordos de gestão transfronteiriça da bacia, que busca, entre outros objetivos, estabelecer acordos de pesca, nos moldes daqueles que vêm sendo assinados no Brasil. É claro que, guardadas as  peculiaridades de uma bacia que engloba a Bolívia, o Brasil e o Peru. 

Dentre as experiências anteriores, estão em vigor seis acordos de pesca, envolvendo 24 comunidades formadas por 176 famílias que habitam as margens dos rios Purus e Yaco. As áreas regulamentadas são os lagos Santo Antônio, Bela Vista e Novo no município de Manuel Urbano, e os lagos Mariomba, Bom Jesus e São João, no município de Sena Madureira, no Acre.

Na região a ser diagnosticada, o peixe é uma importante fonte de proteína para as populações ribeirinhas, além de gerar renda para a população. Os acordos de pesca representam uma forma de fortalecimento das organizações locais, por meio do uso sustentável dos recursos pesqueiros. 

Brasil e Peru querem incentivar comercio bilateral nas áreas de software e franquias

23/03/2010
Brasil e Peru querem incentivar comercio bilateral nas áreas de software e franquias
Lima (Peru) - A necessidade de aumentar o comércio entre Brasil e Peru em 2010, depois da queda de 40% registrada em 2009 em relação a 2008, foi o tema central da terceira reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Peru realizada ontem (22/3), em Lima. No comércio de serviços, foram identificadas oportunidades de crescimento do comércio bilateral nos segmentos de software e de franquias de empresas da área de alimentação.

Brasil e Peru também definiram cooperação técnica nas áreas de estatísticas de comércio de serviços, compras governamentais de microempresas e em serviços de profissionais nas áreas de engenharia e arquitetura.

Para o secretário-executivo do MDIC e chefe da delegação brasileira, Ivan Ramalho, a crise financeira internacional prejudicou o fluxo comercial entre os dois países, mas os números de janeiro e fevereiro de 2010 já mostram sinais de recuperação. “O resultado do primeiro bimestre foi 22% maior que o registrado no mesmo período de 2009”, destaca.

Em 2009, o intercâmbio comercial entre os dois países foi de US$ 1,973 bilhão, contra os US$ 3,255 bilhões registrados no ano anterior. Em janeiro-fevereiro deste ano, a corrente de comércio alcançou US$ 317 milhões, contra US$ 260 milhões no mesmo período de 2009.

Integração produtiva

Os setores de metal-mecânica – conversão de veículos para gás, dentre outros – e madeira e móveis foram destacados pelos governos como os segmentos com potencial para o início de integração de cadeias produtivas. O assunto foi incluído na pauta da reunião a pedido do governo brasileiro e tem sido debatido em várias reuniões de comissões de monitoramento.
Os peruanos também demonstraram interesse em conhecer a Política de Desenvolvimento Produtiva (PDP) do Brasil e conhecer a atuação do Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) em áreas diversas, para diminuir barreiras técnicas que prejudicam o comércio bilateral. Um dos pontos de interesse dos peruanos é a metrologia brasileira em telecomunicações, sobretudo em relação ao sistema brasileiro de tevê digital.

De interesse dos peruanos, foram discutidas a abertura do mercado brasileiro para produtos vegetais e pesqueiros do país andino, normas sanitárias e de qualidade para produtos agrícolas e de  pesca, além de defesa comercial.

Missão empresarial

A terceira reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Peru faz parte da agenda oficial da Missão Empresarial Peru-Colômbia que está sendo promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) , de 22 a 25 de março.

Além dos dois órgãos, também participaram da missão representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Zona Franca de Manaus (Suframa), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Inmetro.

O primeiro dia da missão ainda teve rodada de negócios entre empresários brasileiros e peruanos. Nesta terça-feira, a programação prossegue com reuniões de governo e visitas empresariais a empresas peruanas. Dias 24 e 25 de março, a delegação brasileira estará em Bogotá (Colômbia) para novas rodadas de negócios e uma reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Bolívia.

Neymar faz quatro e Brasil estreia com vitória no Sul-Americano
Caio Queiroga
FONTE : FUTNET
Em Tacna, no Peru, o Brasil estreou no Torneio pré-Olímpico vencendo o Paraguai, por 4 a 2. O craque Neymar foi o destaque da partida, fazendo todos os gols brasileiros. O próximo desafio da equipe comandada por Ney Franco, é na quinta-feira, contra a Bolívia.


O jogo


No início do jogo, o Paraguai tinha mais posse de bola, mas o Brasil levava mais perigo de gol. Aos 24 minutos, Casemiro fez boa jogada, invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro. Neymar bateu o pênalti e abriu o placar.


Depois do gol, a seleção brasileira manteve mais a posse de bola, e só foi questão de tempo para fazer o segundo. Lucas fez boa jogada individual, tocou para Naymar, que driblou dois zagueiros e chutou no ângulo.


Mesmo caçado em campo, Neymar continuava desequilibrando a partida. O jogador fez fila, e deixou Lucas cara a cara com o goleiro , mas o jogador do São Paulo chutou mal. No último minuto Lucas teve outra oportunidade. O jogador bateu falta muito perigosa, mas novamente parou no goleiro.


No início da segunda etapa, o Paraguai mostrou que não estava morto em campo. Após a expulsão de Zé Eduardo, Vieira, de cabeça, marcou para os paraguaios. Logo depois, Torres chutou de fora da área, e levou perigo ao gol de Gabriel.


Mas Neymar continuava com o espetáculo. Após bate-rebate na área, o atacante chutou, Ovando defendeu, e no rebote o camisa 7 fez mais um. Se três já era bom, imagina quatro. E não foi um quarto gol qualquer. Neymar recebeu lançamento na área, e com tranquilidade, encobriu o goleiro paraguaio. No fim, Montenegro, descontou para os paraguaios.


Ficha técnica:
Árbitro:
 Diego Abal (ARG)

Brasil: Gabriel, Danilo(Galhardo), Bruno Uvini, Juan e Alex Sandro; Casemiro, Zé Eduardo; Lucas(Romário) e Oscar(Fernando); Neymar e Henrique. Técnico: Ney Franco.


Paraguai: Ovando, Cáceres, Gomez, Viera e Nelson Ruiz(Oscar Ruiz); Benitez, Perez, Gimenez e Torres(Montenegro); Ortega(Contrera) e Correa. Técnico: Adrian Coria.


Cartões amarelos: Danilo, Henrique, Zé Eduardo, Neymar (BRA); Gomez, Ogando, Benítez (PAR).
Cartões vermelhos: Zé Eduardo, Ney Franco, Henrique, (BRA).


Gols: Neymar, 4 vezes (BRA); Viera e Montenegro (PAR).

Represas na divisa Brasil e Peru

Acordo prevê construção de cerca de seis usinas na Amazônia Peruana

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Um acordo energético, assinado entre o Brasil e o Peru na semana passada, prevê a construção de cerca de seis grandes hidroelétricas na Amazônia Peruana.
A energia gerada – de mais de 6.000 MW – será quase que integralmente exportada para o lado brasileiro. E, mais uma vez, a discussão sobre os impactos e o diálogo com os povos que serão afetados por elas não estão sendo levados em conta.
“A represa de Paquitzapango está sendo planejada sem o diálogo entre o governo peruano e as pessoas que seriam afetadas por esses projetos,” afirma Ruth Buendia Mestoquiari, líder indígena Ashaninka. “O Rio Ene é a alma de nossas terras, o rio que alimenta nossas florestas, animais, plantas, plantações e, especialmente, nossos filhos.” Qualquer semelhança com a situação da Belo Monte não é mera coincidência.
Os projetos foram desenvolvidos pela estatal Eletrobrás em parceria com grandes empreiteiras brasileiras, como a Odebrecht e Andrade Gutierrez, que devem participar da construção dos empreendimentos. O custo estimado das obras, com provável financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), é de US$ 15 bilhões.
“Este acordo não irá garantir energia limpa e renovável para o Peru. Ao contrário, vai impor uma série de impactos ambientais e sociais negativos, como o deslocamento de povos indígenas e o desmatamento acelerado em pelo menos cinco províncias do Peru, colocando em grave risco o futuro da Amazônia Peruana,” afirma Mariano Castro, ex-Secretário-Executivo do Conselho National Peruano de Meio Ambiente (CONAM) e advogado da Sociedade Peruana de Direito Ambiental (SPDA).
Reforça esse discurso o engenheiro Alfredo Novoa Pena, fundador da organização ambiental peruana Pro-Naturaleza. “O Peru não precisa dessas represas. Temos um potencial de cerca de 50.000 MW de energia de fontes renováveis, como eólica, solar e geotermal, sem precisar de grandes represas nas planícies da Amazônia. Esse acordo somente beneficiaria o Brasil, e não vamos deixar isso acontecer,” afirmou.
Apesar do acordo já ter sido assinado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Alan Garcia, é provável que ele sofra obstáculos legais no Peru. “Como este acordo implica no estabelecimento de mudanças no arcabouço legal para a construção de hidroelétricas em terras peruanas, ele deve ser revisado pelo Congresso Nacional antes de ser aprovado,” observa Cesar Gamboa, advogado da ONG Direitos Ambientais e Recursos Naturais (DAR).
E a preocupação não é só dos peruanos. Para Célio Bermann, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), “os resultados desse acordo vão afetar de forma irreversível o bioma na Amazônia peruana, e a energia que será produzida atenderá aos interesses de empresas minero-metalúrgicas internacionais que estão, em ritmo cada vez maior, se instalando na região amazônica continental”. Em outras palavras, ressaltou: “Essa energia não vai ser direcionada para as necessidades da população peruana, nem tampouco à população brasileira”.



Brasil e Peru vão compartilhar energia


Agência Brasil
Quarta-feira, 16 de junho de 2010 - 10h46

Brasil e Peru exercitam controle de fronteiras até 5ª
11 de janeiro de 2011  08h19



    Os primeiros exercícios de Controle Integrado de Fronteiras entre o Brasil e o Peru, que começaram na segunda-feira, vão até quinta-feira, conforme previsto em acordo firmado em dezembro de 2009.
    De acordo com o Itamaraty, durante o período dos exercícios, realizados no Posto de Fronteira Rodoviária de Assis Brasil, no Acre, agentes brasileiros e peruanos de controle fronteiriço trabalharão juntos, o que permitirá a redução do tempo necessário para os trâmites migratórios e alfandegários na zona de fronteira, com impactos positivos para o turismo e o fluxo de comércio entre os dois países.
    FONTE . Agência Brasil

    segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

    Empresas brasileñas le apuestan a Perú

    Publicado: Sábado, 17 de julio de 2010 a las 09:11







    Empresas brasileñas le apuestan a Perú

    Alentadas por el auge económico y el ambiente político, Petrobras y Odebrecht ya operan en Perú; la economía peruana podría crecer hasta un 7% durante este año, según estimaciones del FMI.

    Odebrecht el mayor grupo constructor de Brasil dijo que invertirá 10,000 millones de dólares en Perú en los próximos 5 años. (Foto: Archivo)Odebrecht el mayor grupo constructor de Brasil dijo que invertirá 10,000 millones de dólares en Perú en los próximos 5 años. (Foto: Archivo)
    LIMA (Reuters) — Las empresas brasileñas harán cada vezmás inversiones a Perú alentadas por el ágil crecimiento económico, la estabilidad política que resistiría las elecciones del 2011 y la posibilidad de industrializar el enorme sector de recursos naturales de la nación andina.
    El creciente flujo de capitales de la mayor economía de Latinoamérica a Perú se da en momentos en que Brasil emerge como el líder indiscutido de la región y en un actor clave del escenario mundial.
    La economía peruana sería, junto a Brasil, una de las que más crecería este año en América Latina, a una tasa de hasta el 7%, según estimaciones del Fondo Monetario Internacional.
    Esta semana Odebrecht el mayor grupo constructor de Brasil dijo que invertirá 10,000 millones de dólares en Perú en los próximos cinco años, una de las cifras más ambiciosas anunciadas por una empresa foránea en el país.
    "Es un país que tiene un nivel de riesgo ya bastante bajo, ya es grado de inversión lo que facilita conseguir financiación para poder estructurar proyectos", expresó el director de Odebrecht en Perú, Jorge Barata.
    "Tiene una legislación adecuada y se esta trabajando para perfeccionarla (...) tiene una postura de apertura a las inversiones extranjeras. Junta todo eso y determinas que si hay que escoger, hay que escoger el Perú", agregó.
    Alberto Ramos, analista de Goldman Sachs en Nueva York, coincidió y resaltó que las compañías brasileñas también serán atraídas por el sólido crecimiento económico de Perú y por el buen ambiente político para sus inversiones.
    Sin riesgo político
    Ramos destacó que la elección presidencial del 2011, a la que el actual mandatario y amigo del libre mercado Alan García, no puede presentarse debido a que la ley local lo prohíbe, tampoco representaría un riesgo para la inversión.
    "Nadie espera un cambio en las políticas actuales, y a los candidatos que apoyan un modelo diferente no les está yendo muy bien en las encuestas", refirió Ramos.
    Las encuestas para las presidenciales son liderados por la hija del ex presidente Alberto Fujimori, la legisladora conservadora Keiko Fujimori, seguida por el alcalde capitalino Luis Castañeda, considerado un político pragmático.
    El tercer puesto lo ocupa el nacionalista Ollanta Humala, quien inquietó a los inversores cuando casi gana la elección del 2006 con su promesa de dar un giro a la política de apertura económica que ha impulsado el crecimiento de Perú.
    En busca de valor agregado
    Las empresas brasileñas también buscarían aprovechar más la oportunidad de crear un mayor valor agregado para sus productos, principalmente los mineros.
    "Perú tiene un montón de compañías mineras en los Andes, pero básicamente son de productos a medio terminar, entonces ahí los brasileños han visto que hay mucho valor por rescatar", dijo Juan Pablo Córdova, analista del Banco de Crédito.
    Córdova explicó que algunas mineras brasileñas podrían seguir el trayecto de Votorantim, que entró a Perú con la compra de la refinería Cajamarquilla y se expandió después con la compra de una parte en la polimetálica local Milpo.
    Y a fines de junio, fue más allá al lanzar una Oferta Pública de Adquisición para elevar su participación en Milpo a más del 50%.
    Córdova dijo que Votorantim podría ir ahora a la caza de otras mineras pequeñas o buscaría aumentar su participación en la polimetálica Atacocha, pues "tiene muchas sinergias con Milpo por explotar".
    El gran potencial de expansión de esas firmas polimetálicas animaría mayores inversiones por parte de empresas brasileñas.
    "Acá la minería es a grandísima escala pero no se le da mucho valor, ahí creo que hay un nicho para estas compañías importantes", refirió el analista.
    En el rico sector de los recursos naturales de Perú también operan otras firmas brasileñas, como la petrolera Petrobras y Vale. Esta última firma puso en marcha esta semana en Perú una planta que producirá anualmente 3.9 millones de toneladas de fosfatos.
    Perú, un importante proveedor mundial de metales, es el segundo productor mundial de cobre y el sexto de oro.
    Integración binacional
    Otro factor que alentaría una mayor entrada de capital brasileño a Perú es la similitud de las líneas económicas de ambos países, así como una mayor integración física. 
    Odebrecht culminará en noviembre una carretera que conectará a las dos naciones, con lo que Brasil tendrá un mejor acceso a los mercados asiáticos a través del Océano Pacífico.
    Las inversiones "vienen en un momento en el que existe la integración física, una aproximación muy fuerte entre los dos gobiernos", dijo Barata, de Odebrecht.
    García como su par brasileño, Luis Inácio Lula da Silva, impulsan un plan bajo el cual Brasil importará parte de la energía que producirá varias hidroeléctricas que se construirían en la Amazonía peruana.
    Y finalmente Odebrecht tiene en carpeta la construcción de al menos tres hidroeléctricas en Perú.
    "Existen oportunidades significativas, es un país amistoso para la inversión extranjera, no puede decirse lo mismo para otros países vecinos", concluyó Ramos, de Goldman Sachs.

    Fuente :    CNNExpansión.com

    Educación: Crean primera escuela Perú-Brasil en el país

    23/07/2010
    Desde hoy, se realiza en el Perú el programa piloto de la escuela pública Brasil-Perú, en la que los alumnos recibirán educación con currículos mixtos y cuya experiencia servirá para replicarla en el país vecino, con la futura apertura allí de un colegio peruano.










    Se trata de la Institución Educativa 1032 ?República de Brasil? , ubicada en Barrios Altos – Cercado de Lima, que fue la elegida para la aplicación del plan piloto. En la escuela donde se desarrolla desde hoy el proyecto piloto estudian más de 350 alumnos de seis a 12 años de edad, 25 de los cuales tienen habilidades especiales. Hay tambián 24 docentes y 7 profesionales administrativos.


    El embajador de ese país en el Perú, Jorge Taunay, informó que con la cooperación de empresas brasileñas ha sido posible mejorar la infraestructura de ese plantel con una inversión de más de 150 mil dólares, y dotarlo de sistema informático, equipos nuevos, biblioteca, y otros ambientes.
    Taunay señaló que la idea es darle reciprocidad a este programa con la futura inauguración de una escuela Perú – Brasil en su país y que para ello se considerará la ciudad donde haya más cantidad de residentes peruanos ?Como ya teníamos la escuela República de Brasil, la cual era solo de nombre, consideramos que podía trabajarse sobre esa base para establecer una verdadera cooperación? , indicó.




    Anunció que próximamente llegará una delegación de profesores brasileños al Perú para capacitar a sus similares peruanos y anotó que en sus aulas los estudiantes peruanos aprenderán sobre la cultura, la civilización, el arte y la historia de su país ?que es tan común con el Perú en tantos aspectos? .


    Además, señaló que se fomentará el intercambio para que estudiantes peruanos viajen a Brasil y viceversa, y compartan experiencias. El diplomático indicó que este piloto permitirá recoger experiencias para saber quá se debe hacer y quá no, cuando se quiera abrir la escuela peruana en Brasil.




    Asimismo, recordó que el gobierno de su país dispuso la obligatoriedad de la enseñanza del idioma español en todos los colegios brasileños y destacó el enorme y creciente interás de los peruanos por aprender el portuguás, lo que se refleja en los 700 alumnos que anualmente se inscriben para estudiarlo en el Centro de Estudios Brasileño.






    Recordó que en la última visita al Perú del presidente de Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, se firmó el Acuerdo Complementario para la Implantación de la Escuela Pública Brasileño - Peruana, el cual fue ratificado el 11 de marzo pasado por el gobierno peruano.




    La ?fiesta junina? con la que hoy se celebró el inicio del plan piloto es una popular festividad brasileña que se lleva a cabo en junio y julio. Durante esta se desarrollan actividades recreativas, como la cuadrilla, y degustación de comidas y bebidas regionales, como la paçoquinha y el pan de queso y quentão.


    Fuente: Andina